Turismo de negócios tem queda e esvazia hotéis e voos durante a época de frio.

O Turismo de negócios diminui e prejudica setor hoteleiro. Faltando ainda três semanas para acabar o inverno, quem quiser visitar algumas das cidades badaladas no verão pode se surpreender com a relativa facilidade para comprar passagens ou fazer uma reserva de hotel.

O inverno deste ano, que está sendo considerado o mais frio dos últimos anos acabou espantando turistas de lazer tradicionais, e praticamente paralisou o turismo de negócios que costuma encher hotéis e voos em alguns destinos do país.

O resultado é que só 26,5% das passagens aéreas em voos para as cidades mais famosas em turismo foram vendidas até agora segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Além disso, cerca de 45% dos quartos de hotéis ainda estão vazios, de acordo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) – embora em alguns destinos, como o Rio de Janeiro, Recife e Natal, essa taxa de disponibilidade não passe de 20%

“No caso do setor aéreo, ao menos até agora não tem faltado assento para quem quer viajar nesse período”, disse a BBC Brasil Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac, acrescentando que os preços parecem estar adequados.

Guaranys nota o dado curioso de que o destino com maior taxa de comercialização neste período de frio não tem nada a ver com esky na neve ou algo parecido – Campina Grande, na Paraíba, tem voos com 70% das passagens vendidas em função de sua famosa festa de São João e está sendo a primeira cidade que às companhias indicam.

Mas considerando que, no geral, dois terços dos passageiros de voos domésticos viajam a negócios ou para participar de eventos, segundo a Agência Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), não é difícil entender por que 74,5% dos assentos ainda estão disponíveis, como nota Edson Domingues, professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais.

“As empresas, órgãos governamentais e até organizações internacionais parecem ter evitado programar reuniões ou eventos corporativos em cidades onde o clima esfriou demais”, explica Domingues, por que, além de deixar muito mais cara a viagem, tendo em vista a contratação de despesas extras como um Seguro Viagem mais robusto, existe a possibilidade da pessoa se resfriar mais tendo assim que ficar no hotel. Uma das melhores empresas do ramo de seguros (Assist-Card) já questionou a confiabilidade dos empresários em não querer contratar um bom seguro viagem para estas reuniões.

Veja Mais sobre o assunto acessando: http://www.seuseguroviagem.com/seguro-viagem-internacional/

Ocupação de hotéis no período de inverno

No que diz respeito a ocupação dos hotéis, São Paulo tem a menor taxa entre as cidades em parte em função de sua vocação empresarial, segundo Roberto Rotter, presidente do FOHB (que faz sua pesquisa em redes hoteleiras conveniadas).

A média de ocupação hoteleira da cidade para o período é hoje de apenas 31% – chegando a 42% em seu pico mais alto.

“Alguns hotéis paulistas já estão fazendo promoções e os órgãos oficiais de turismo do Estado estão preparando uma campanha com diárias promocionais e apelos para os atrativos turísticos da cidade“, conta Rotter.

Em Curitiba, a disponibilidade de quartos ainda é de 44% e em Salvador e Belo Horizonte, de 33%.

Associações do setor turístico e autoridades ligadas ao governo esperam que as reservas aéreas e de hospedagem cresçam bastante com as compras de última hora.

O Fohb, por exemplo, acredita que a média de ocupação dos hotéis chegará a 65% até o mês de que vem. Mas nenhum dos setores espera que as reservas alcancem os níveis de feriados como o Carnaval – a não ser em destinos específicos como o Rio.

Apesar dos investimentos para se ampliar a rede hoteleira do país, o turismo nesta época pode decepcionar os que esperam ver o Brasil receber um número de turistas muito maior que o normal para o período.

O próprio Ministro do Turismo, Vinícius Lages, admitiu a limitação deste período em entrevista à BBC Brasil. Segundo o Ministério, muitos turistas estrangeiros preferem visitar lugares onde podem praticar esportes voltados para o gelo.

Mas no ano passado o Brasil já recebeu 6 milhões de turistas estrangeiros e o período de junho e julho costuma concentrar 10% do fluxo de turismo do ano, como explica Lages.

Real Seguro Viagem

Normalmente os turistas que vem para o Brasil nesta época devem gastar em média US$ 5.500, contra US$ 4.000 dos turistas tradicionais, segundo o Ministério.

“Eles também devem vir de uma gama de países mais diversificada, nos quais podemos nos promover”, afirma Lages.

O lento ritmo das reservas, porém, levanta dúvidas sobre o risco de o Brasil experimentar um fenômeno semelhante ao da Olimpíada de Londres, que esvaziou famosos pontos turísticos da capital britânica.

É isso ai, caso você tenha algum comentário fique a vontade em deixar registrado abaixo.

 

Até mais!!!